Futuros Flertando com Máximas
agosto 5, 2010 | por Fernando Botti |
Os Índices Futuros, presente nos mercado ao redor do mundo, carregam implicitamente uma sorridente auto-propaganda: a promessa do futuro. Uma espetacular ferramenta de proteção de carteira, também utilizada para operações especulativas, e com sua elevada liquidez, tornam esses ativos muito atraentes para o trading quantitativo.
Aqui no Brasil a liquidez está concentrada nos futuros do índice Bovespa (principalmente o mini contrato, com 5x maior liquidez que o contrato cheio) e nos contratos de dólar.
Após 20 de julho, observamos fortes indicações estatísticas para um cenário de tendências definidas, nos aproximando dos patamares de abril, 69 mil pontos, o tão famoso flerte com as máximas, que pode indicar…absolutamente….nada ! Há muitas estratégias reversionistas que optam pelo risco de antever realizações e se posicionam de forma contrária as tendências principais, dependendo do volume das posições podemos testemunhar a execução de uma professia auto-realizável.
A expressão foi cunhada pelo sociólogo Robert K. Merton, que elaborou o conceito no seu livro Social Theory and Social Structure, publicado em 1949. Merton estudou a corrida aos bancos, verificando que, quando se difunde o boato de que um banco está em dificuldades, os correntistas apressam-se em retirar os valores ali depositados e liquidar outros negócios, de modo que o banco acaba mesmo falindo.
Mas o futuro e seus pretensos (exterminadores e lucrativos) índices não se redem facilmente à uma compreensão simplista de seu modus operandi.
