Eficiência das Ações e as Escolhas Corretas
julho 7, 2008 | por Fernando Botti |
Há alguns meses observamos um movimento relativamente novo para os investidores iniciantes, o IBOVESPA apresenta consecutivas quedas e persiste nessa tendência. Para as estratégias de proteção, não há grandes crises, porém para mais de 90% do volume em número de operações nesse mercado, que esperam alta contínua, o prejuízo bate a porta.
Isso me faz refletir sobre uma interessante questão, se os mercados são ou não eficientes. Caso não sejam, onde reside suas ineficiências, é fundamental para escolha de uma estratégia adequada. Se os mercado são de fato eficientes, seus preços oferecem a melhor estimativa de valor de um bem e, neste caso, o processo de avaliação se resumiria a explicar estes preços. Nestas circunstâncias, os investidores não deveriam comprar ações que estivessem sub ou supervalorizadas e nem se preocupar em descobrir o momento exato de entrar ou de sair de uma determinada posição. Em vez disso, deveriam diversificar seus investimentos aplicando em um grande leque de ações e não trocar posições com freqüência.
Por outro lado, se os mercados não são eficientes, seus preços poder, de fato, estar defasados e, neste caso, nossa estratégia de investimento vai depender de por que acreditamos que os mercados erram e de como eles se corrigem. Neste caso, aqueles que forem capazes de identificar ações mal precificadas, serão capazes de obter retornos mais elevados do que a média e conseguirão, assim, realizar a dificílima tarefa de ganhar dinheiro do mercado.
Um investidor fundamentalista, por exemplo, pode ter que decidir entre ações que apresentam baixos índices preço/valor contábil e empresas com baixos índices preço/lucro. As evidências encontradas poderão dar uma pista quanto a qual estratégia é a mais eficaz para identificar ações subvalorizadas. Além disso, as ineficiências do mercado podem oferecer um critério para que filtremos as ações disponíveis na tentativa de identificar um subgrupo onde seja mais provável encontrar ações que estejam subvalorizadas.

Para citar um exemplo, alguns estudos mostram que as ações que são negligenciadas pelos investidores intitucionais possem uma maior probabilidade de estarem subvalorizadas. Então mente e olhos sempre atentos pois momentos de baixa, de crise, sempre apresentam as melhores chances de elaborar e identificar estratégias mais eficientes que a média.
