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	<title>Investimetria - Blog sobre investimentos, teoria do caos, trade systems... &#187; Análise Fundamentalista</title>
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	<description>Comentários sobre os novos paradigmas do investimentos, como análise quantitativa com teoria do caos, complexidade e fractais.</description>
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		<title>Ibovespa 58 ou 85 mil pontos ?</title>
		<link>http://www.atrattore.com/blog/analise-tecnica/ibovespa-58-ou-85-mil-pontos/</link>
		<comments>http://www.atrattore.com/blog/analise-tecnica/ibovespa-58-ou-85-mil-pontos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 May 2011 18:29:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[previsões]]></category>

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		<description><![CDATA[58 ou 85 mil pontos ? Faço aqui um palíndromo de previsões, acertarei alguma, pois &#8220;saudável leva duas&#8221;. Existe futurologia para todos os sabores e aromas! Quanto mais distante o valor previsto do atual maior o desvio padrão, o erro, a imprevisibilidade se torna tamanha que qualquer afirmação toma vieses de astrologia. Pois no caminho, qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://www.best-onlinestocktrading.com/wp-content/uploads/2010/06/understanding-the-stock-market.jpg" alt="" width="216" height="189" />58 ou 85 mil pontos ? Faço aqui um palíndromo de previsões, acertarei alguma, pois &#8220;saudável leva duas&#8221;. Existe futurologia para todos os sabores e aromas! Quanto mais distante o valor previsto do atual maior o desvio padrão, o erro, a imprevisibilidade se torna tamanha que qualquer afirmação toma vieses de astrologia.</p>
<p>Pois no caminho, qualquer informação que toma devidas proporções de importância na mente dos investidores altera todo o rumo do mercado. E como avaliar isso? Difícil dizer, teoria de redes, relevância local, propagação da informação nos subterrâneos do mercado&#8230;</p>
<p>Para se ter uma ideia exata, seria necessário conhecer todas as informações disponíveis, entretanto teríamos um limite de duração da validade dessa ideia&#8230;quanto tempo? 1 mês? 1 semana? 5 mil pontos? Aqui poderíamos até pensar em um princípio da <em>incerteza de Heisenberg </em>para mercado financeiro. Poderíamos conceber uma variação futura (&#8220;provável&#8221;) mas nunca saberemos quando tempo para atingi-la  ou ficaríamos posicionados durante um período mas nunca saberemos que performance chegaria ao final dele.</p>
<p>Trata-se de um dos maiores paradoxos do preço alvo, afirmar tempo e espaço na mesma sentença. Quando e onde. Nem deuses e os demônios de Laplace nos responderiam essa questão.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>


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		<title>IPO VisaNet</title>
		<link>http://www.atrattore.com/blog/bolsa-de-valores/ipo-visanet/</link>
		<comments>http://www.atrattore.com/blog/bolsa-de-valores/ipo-visanet/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 17:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[ipo]]></category>
		<category><![CDATA[Visanet]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem foi batido o martelo a respeito do bookbuilding e a fixação do preço por ação da IPO da VisaNet Brasil. Como esperado pelo mercado, o preço por ação foi precificado no teto de R$ 15,00 e a empresa levantou R$ 8,397 bilhões com esta operação, tornando-a a maior IPO já registrada na BM&#38;F Bovespa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://www.elgin.com.br/PortalElginAdm/Upload/ImprensaG/Automacao/visa_payware.jpg" alt="" width="152" height="134" />Ontem foi batido o martelo a respeito do bookbuilding e a fixação do preço por ação da IPO da VisaNet Brasil. Como esperado pelo mercado, o preço por ação foi precificado no teto de R$ 15,00 e a empresa levantou R$ 8,397 bilhões com esta operação, tornando-a a maior IPO já registrada na BM&amp;F Bovespa. Um pouco mais de 75 ações para cada investidor que reservou antecipadamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1372"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Até então, o primeiro lugar era ocupado pela IPO da petrolífera OGX de Eike Batista, onde foi captado R$ 6,7 bilhões do mercado. Obviamente existe alguma euforia, problemas inerentes a interesses corporativos e uma pitada de velha e boa esperança. Basta aguardar, pois em IPO&#8217;s não é possível fazer qualquer avaliação baseado em dados históricos, apenas no potencial da empresa e no interesse imediato dos investidores.</p>


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		<title>Entendendo a Crise de Crédito</title>
		<link>http://www.atrattore.com/blog/analise-fundamentalista/entendendo-a-crise-de-credito/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 15:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[subprime]]></category>

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		<description><![CDATA[The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="225"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3261363&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3261363&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/3261363">The Crisis of Credit Visualized</a> from <a href="http://vimeo.com/jonathanjarvis">Jonathan Jarvis</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>


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		<title>Crise e as Fraudes de Balanço</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 15:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Técnica]]></category>
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		<category><![CDATA[balanços]]></category>
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		<category><![CDATA[fraudes]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem (07/01), as ações da Satyam Computer Services, a quarta maior prestadora de serviços de software da Índia, cairam mais de 80% ontem depois do presidente da empresa, Ramalinga Raju, ter apresentado a demissão admitindo irregularidades nas contas da empresa. Ramalinga Raju tentou, sem sucesso, vender duas empresas à Satyam no mês passado numa tentativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1118" title="fraude" src="http://www.atrattore.com/blog/wp-content/uploads/fraude.png" alt="fraude" width="120" height="81" />Ontem (07/01), as ações da Satyam Computer Services, a quarta maior prestadora de serviços de software da Índia, cairam mais de 80% ontem depois do presidente da empresa, Ramalinga Raju, ter apresentado a demissão admitindo irregularidades nas contas da empresa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1115"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Ramalinga Raju tentou, sem sucesso, vender duas empresas à Satyam no mês passado numa tentativa de tapar 50,4 mil milhões de rupias (760,3 milhões de euros) que constavam ficticiamente no balanço da empresa., revelou o próprio numa carta enviada hoje ao conselho de administração da tecnológica. Os resultados foram inflacionados durante “vários anos”, admitiu o responsável.</p>
<p style="text-align: justify;">Os títulos caíram 77,51% para 40,25 rupias, tendo chegado a cair 82,76%.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Comentário</strong>: Se tornou clichê em épocas de pujança que megafraudes sejam criadas e encubadas e reveladas posteriormente em épocas de crise. O sentimento de risco é atenuado quando se observam gráficos de rendimento ascendentes e vertiginosos. Quando a coisa toda se inverte, não há como esconder e os buracos, os falsos rendimentos, falsos balanços se evidenciam e toda aquela patetada de análise fundamentalista em cima desses ativos vai por água abaixo.</span></p>


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		<title>Sobre Forex e a Crise Financeira</title>
		<link>http://www.atrattore.com/blog/forex/sobre-forex-e-a-crise-financeira/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 17:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Forex]]></category>

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		<description><![CDATA[O temor de uma forte recessão prolongada e com poder para eliminar anos de crescimento em alguns mercado emergentes derrubam as bolsas e as moedas ao redor do mundo. A queda generalizada das moedas foi profunda, a libra voltou à níveis de 2003. É dramática a forte queda cambial, investidores continuam a fugir do risco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.atrattore.com/blog/forex/sobre-forex-e-a-crise-financeira/"><img class="alignnone" style="border: 0pt none;" src="http://www.atrattore.com/image_blog/criseforex.png" alt="" width="510" height="131" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O temor de uma forte recessão prolongada e com poder para eliminar anos de crescimento em alguns mercado emergentes derrubam as bolsas e as moedas ao redor do mundo. A queda generalizada das moedas foi profunda, a libra voltou à níveis de 2003.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-851"></span><br />
É dramática a forte queda cambial, investidores continuam a fugir do risco e alguns países ficaram mais perto de uma crise. Nas últimas semanas o dólar se valorizou ante quase todas as moedas, com exceção da japonesa, o iene. Esses semanas o dólar saltou para níveis mais altos em dois anos em relação ao euro, cinco anos ante a libra e seis ante o rand sul-africano.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas  dessas moedas já vinham apanhando, mas isso foi intensificado nos últimos dias. Ontem (22/10) o rand caiu 10%, a lira turca 7%, o nosso real 6%.</p>
<p style="text-align: justify;">Países em desenvolvimento foram grandes beneficiários num ambiente de forte crescimento econômico no mundo todo e de muito apetite por risco entre investidores. Agora tudo isso sumiu, deixando certos países em grandes dificuldades.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Um prolongado aperto de crédito e economia global fraca agora ameaçam claramente todas as moedas de mercados emergentes&#8221;, escreveu James Malcolm, um estrategista cambial do Deutsche Bank em Londres, semana passada. Os mais vulneráveis, diz ele, são países que dependem de financiamento estrangeiro para cobrir seus déficits e têm reservas relativamente baixas. Entre eles estão Hungria, Turquia, Polônia, Romênia, Indonésia e República Tcheca.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas um grupo maior de moedas vem sofrendo porque os investimentos continuam a tirar dinheiro desses mercados, revertendo o fluxo de entradas que eles registraram até pouco tempo atrás. A alta do dólar desde que ele chegou a seu nível mais baixo, em julho, é parte de uma inversão de tendência de investimento que prevaleceu durante anos de pleno crédito, forte crescimento econômico e baixa volatilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, o fortalecimento da moeda americana está estremecendo a enorme estrutura de investimentos montada durante o seu longo declínio. Essas operações estão perdendo força, o que, por sua vez, está atingindo desde o real até a lira turca e o petróleo.</p>
<p style="text-align: justify;">A reversão foi particularmente rápida no câmbio. O dólar e o iene, que estavam bastante fracos nos melhores tempos, subiram. Divisas antes em alta como o euro, a libra, o dólar canadense e um punhado de outras caíram bastante, inclusive o real, causando grandes problemas para empresas que apostaram em derivativos de dólar baixo e estável.</p>
<p style="text-align: justify;">Observadores do mercado de câmbio dizem que pode haver mais pela frente à medida que investidores e empresas de movimentos mais lentos se dêem conta do que cada vez mais parece um fim da fraqueza do iene e do dólar (atenção investidores Forex, para os movimentos seguintes).</p>
<p style="text-align: justify;">Em parte, a força do iene decorre da reversão de transações feitas por indústrias da Coréia, Índia e outros países que haviam tomado empréstimos a juros baixos na moeda japonesa para cobrir seus custos operacionais em suas moedas locais. O fechamento dessas operações, chamadas de &#8220;carry trade&#8221;, pode continuar a se desenrolar por mais tempo, diz Paresh Upadhyaya, um gestor de carteira voltado a câmbio Putnam Investments, de Boston. &#8220;Essas contas de empresas são os grandes tanques dos mercados de câmbio&#8221;, afirma. &#8220;Eles não viram e mudam suas estratégias rapidamente assim que acham ter identificado uma tendência. Eles não são tão ágeis quanto administradores de recursos e investimentos independentes.&#8221;</p>
<p>Mas nós podemos ser.</p>


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		<item>
		<title>Paul Krugman e a Ficção Científica</title>
		<link>http://www.atrattore.com/blog/analise-fundamentalista/paul-krugman-e-a-ficcao-cientifica/</link>
		<comments>http://www.atrattore.com/blog/analise-fundamentalista/paul-krugman-e-a-ficcao-cientifica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 12:58:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Krugman]]></category>

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		<description><![CDATA[Tive uma boa surpresa quando li em uma reportagem do site Technovelgy, que o Dr. Paul Krugman, premiado com Nobel de economia desse ano, revelou que a escolha de sua carreira foi inspirada pela ficção científica, que leu quando menino, entrevista abaixo:   Jim Lehrer: &#8220;Quando e por que você decidiu se tornar um economista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://www.atrattore.com/image_blog/paul.png" alt="" width="150" height="150" />Tive uma boa surpresa quando li em uma reportagem do site Technovelgy, que o Dr. Paul Krugman, premiado com Nobel de economia desse ano, revelou que a escolha de sua carreira foi inspirada pela ficção científica, que leu quando menino, entrevista abaixo:<br />
 </p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-809"></span><strong>Jim Lehrer:<br />
<span style="font-weight: normal;">&#8220;Quando e por que você decidiu se tornar um economista ?&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paul Krugman:</strong><br />
&#8220;Isso é um pouco vergonhoso. Eu não sei quantas pessoas conhecem ficção científica, mas há uma série antiga de livros escrita por Isaac Asimov &#8211; os romances da Fundação, &#8211; qual cientistas sociais entendem as verdadeiras dinâmicas da civilização. Isso é o que eu sempre quis ser; e como não existe nada parecido como a psico-história, acreditei então, que a economia era a ciência mais próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Krugman está falando sobre os psico-historiadores, personagens do romance de Isaac Asimov, como Hari Seldon, cientista na série de Fundação, Seldon prediz o declínio do Império Galáctico e então trabalha com uma equipe para reduzir o período de barbárie no qual civilização entraria.</p>
<p style="text-align: justify;">O que seria a psico-história ? Na palavras do próprio Asimov:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;">Uma aplicação da probabilidade à história; a ciência do comportamento humano reduzida a equações matemáticas; relaciona-se às reações de grandes aglomerados humanos a estímulos econômicos e sociais, sendo imperativo que o aglomerado em si seja desconhecedor da análise psico-histórica a que se acha submetido, para que todas as suas reações tenham validade.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O futuro da análise econômica é Asimoviano ? Difícil dizer, há algun caminhos, em alguns estudos para uma visão mais robusta, mais matemática, da economia e das finanças, menos filosofia e ideologia, que criam viéses de interpretação, muitas vezes injustos, muitas vezes destruidores.</p>


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		<title>Crise EUA: Onde o Fracasso é Recompensado&#8230;</title>
		<link>http://www.atrattore.com/blog/bolsa-de-valores/crise-eua-onde-o-fracasso-e-recompensado/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 12:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[bolse de valores]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[fracasso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.atrattore.com/blog/?p=686</guid>
		<description><![CDATA[Óticas diversas sobre a crise financeira estão sendo apresentadas em muito artigos, é interessante acompanhar esse momento único  de reflexão sobre o mecanismo capitalista, que sempre ocorre, infelizmente, apenas em momentos de ruptura. No Der Spiegel, atráves do seu articulista Gabor Steingart, nos apresenta sua versão, realista e lúdica, sobre os acontecimentos. Estados Unidos da América: o país [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.atrattore.com/blog/bolsa-de-valores/crise-eua-onde-o-fracasso-e-recompensado/"><img class="alignleft" src="http://www.atrattore.com/image_blog/fail.png" alt="" width="100" height="122" /></a>Óticas diversas sobre a crise financeira estão sendo apresentadas em muito artigos, é interessante acompanhar esse momento único  de reflexão sobre o mecanismo capitalista, que sempre ocorre, infelizmente, apenas em momentos de ruptura. No Der Spiegel, atráves do seu articulista Gabor Steingart, nos apresenta sua versão, realista e lúdica, sobre os acontecimentos.</p>
<p><span id="more-686"></span><strong><br />
Estados Unidos da América: o país onde o fracasso é recompensado</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Na atual crise financeira, o modelo de capitalismo dos Estados Unidos implodiu com um grande estrondo. Mas o governo Bush está tentando extinguir as chamas com mais combustível, em vez de água, e quer que os apostadores de Wall Street sejam recompensados pelo fracasso </p>
<p style="text-align: justify; ">Gabor Steingart<br />
Em Washington (EUA)</p>
<p style="text-align: justify; ">Mais de cem anos atrás, o sociólogo alemão Georg Simmel criticou os bancos por ficarem cada vez maiores e mais poderosos do que as igrejas. A sua principal queixa &#8211; a de que o dinheiro é o novo deus dos nossos tempos &#8211; ainda é ouvida nos dias de hoje. Se Simmel estava certo, e há indicações de que de fato estava, a declaração teria que ser modificada para coadunar-se com as circunstâncias atuais: nem todo mundo reza para o mesmo deus.</p>
<p style="text-align: justify; ">Entre o grupo de adoradores de dinheiro, existem pelo menos três fés. A primeira é a dos Puritanos, que carregam pacientemente o dinheiro deles para as novas igrejas, esperando que ele se multiplique. O chinês típico, por exemplo, deposita 40% dos seus rendimentos em bancos. Que disciplina louvável! E há também os Pragmáticos. Estes poupam e emprestam, mas somente nesta ordem; a poupança é o fator que limita a ousadia deles. Esta linha é especialmente comum nos países germânicos, nos quais o banco de poupança é o templo religioso.</p>
<p style="text-align: justify; ">Finalmente, temos a comunidade religiosa dos Desinibidos, que é especialmente popular nos Estados Unidos. Os seus seguidores não se acanham em admitir a falta de cautela, o desperdício extravagante e a cobiça onipresente. </p>
<p style="text-align: justify; ">Eles chamam isto de &#8220;American way of life&#8221; (&#8220;estilo de vida americano&#8221;). Os seus membros vivem no aqui e no agora, sem fazer perguntas sobre o amanhã. Um empresta dinheiro ao outro, mesmo que o dinheiro não lhes pertença. Em vez disso, eles tomam quantias emprestadas com uma terceira pessoa, que prometeu conseguir o dinheiro com um quarto indivíduo &#8211; e assim por diante.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Southampton: o início do rastro de evidências</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Esta comunidade religiosa é a mais fervorosa de todas. Há algum tempo, ela adotou a prática de tratar dinheiro antecipado como dinheiro real e de entender desejo como realidade. Atualmente ela não conta mais com nenhum fragmento de inibição.</p>
<p style="text-align: justify; ">Como todos sabiam que havia mais desejos do que dólares, o resultado inevitável foi uma certa lacuna de financiamento, ou déficit. Capitalismo sem capital &#8211; o núcleo audacioso desta inovação &#8211; não poderia funcionar. Não há salvação terrena &#8211; pelo menos esta foi uma conclusão quanto à qual o antigo Deus, aquele que carregou a cruz, e o novo deus, o que traz cifrões nos olhos, poderiam concordar. </p>
<p style="text-align: justify; ">E, assim, o inevitável ocorreu: o big bang. Três entre cada cinco bancos de investimento dos Estados Unidos perderam a independência, e os outros dois ainda estão afundando. Dois bancos de hipotecas e uma companhia de seguros encontram-se agora sob administração governamental.</p>
<p style="text-align: justify; ">O sistema financeiro global foi abalado, horrorizando os membros das outras duas fés. Pode haver três religiões, mas só há um céu. Se este cair, todos morrem.</p>
<p style="text-align: justify; ">Uma busca por evidências a fim de identificar os responsáveis deveria provavelmente começar em Southampton, um reduto da elite endinheirada. Nesta cidade, na parte leste de Long Island, perto da cidade de Nova York, é possível presenciar o quanto a cobiça pode ser atraente. </p>
<p style="text-align: justify; ">Trata-se de um lugar no qual as opções de ações foram transformadas às centenas em castelos de contos de fadas à beira-mar. Aproveitando-se das brechas tarifárias, os gurus financeiros de Wall Street conseguiram retirar os seus bônus da cidade mais ou menos intactos. Segundo a legislação tributária dos Estados Unidos, a compensação na forma de ações e garantias é taxada em menos da metade do índice mais elevado de impostos. Como resultado, a taxa tributária que incide sobre os rendimentos de muitos banqueiros é inferior àquela a que estão sujeitos os salários das suas secretárias. </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Como menos transformou-se em mais</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Os donos destas mansões à beira-mar não estão lá neste momento, de forma que uma investigação mais profunda requer uma viagem de trem até Nova York. No arranha-céu de Midtown que abriga os escritórios do Lehman Brothers, que está em processo de encerramento da sua história, há muito o que descobrir a respeito da seqüência de eventos. Bilhões de dólares foram emprestados a pessoas que não tinham crédito para que elas adquirissem condomínios e casas de pouco valor. No jargão alegre e cínico dos banqueiros, esse tipo de empréstimo foi batizado de &#8220;NINA&#8221;, acrônimo de &#8220;No Income, No Asset&#8221; (&#8220;Sem renda, sem bens&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas mesmo assim as coisas andavam bem no mundo dos financiadores. O aumento miraculoso da oferta de dinheiro contribuiu para que o preço de imóveis subisse mais de 70% entre 2000 e 2006. A indústria conseguiu obter lucros aumentando o risco. Pelo menos na folha de balanço, o menos se transformou em mais. </p>
<p style="text-align: justify; ">Em tempos melhores, alguém poderia ter chamado os banqueiros de empreendedores; atualmente, eles são chamados de irresponsáveis. Antes mesmo do surgimento da expressão banco de investimentos, Karl Marx sabia como as duas coisas estavam vinculadas: &#8220;O capital tem tanto horror à ausência de lucro ou de um lucro muito pequeno quanto a natureza tem horror ao vácuo. Com um lucro apropriado, o capital é despertado; com 10% de lucro, ele pode ser usado em qualquer lugar; com 20%, torna-se vivaz; com 50%, fica positivamente ousado; com 100%, ele esmagará com os pés todas as leis humanas; e com 300%, não existe crime que ele não se disponha a cometer, ainda que se arrisque a ir para a cadeia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>A fé de Paulson</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Agora o rastro conduz de Nova York a Washington, onde o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, tem o seu gabinete na Avenida Pensilvânia. O seu ministério é tão importante que há um portão ligando o subsolo do Departamento do Tesouro ao da Casa Branca. A atitude adotada por Paulson em relação aos bancos foi a de deixá-los atuar livremente, e ele agora pretende assumir os prejuízos dessas instituições. Para os altos círculos financeiros, ele tornou-se algo como uma garantia extra. O objetivo dele é eliminar a ameaça de cadeia &#8211; mas não a cobiça. </p>
<p style="text-align: justify; ">Paulson já foi um banqueiro de Wall Street. Ele é um homem de boas maneiras e princípios firmes. Em tempos normais, ele tem fé no mercado, em Deus e em George W. Bush. Mas em tempos como estes, ele prefere depositar a sua fé no governo, no contribuinte e em Bush. </p>
<p style="text-align: justify; ">Ao contrário do que muito se anunciou, Paulson não pretende utilizar as rendas obtidas com impostos para financiar o pacote de socorro aos bancos. Em vez disso, a intenção dele é tomar novos empréstimos de bilhões de dólares em nome do Tesouro dos Estados Unidos. &#8220;Detesto o fato de termos que fazer tal coisa, mas isto é a melhor do que a única outra alternativa&#8221;, disse ele na semana passada. O presidente já deu o seu sinal de aprovação.</p>
<p style="text-align: justify; ">É isso o que acontece com as comunidades religiosas quando sofrem pressões: elas tornam-se ainda mais fervorosas. A idéia é que o mesmo tipo de pensamento de curto prazo que provocou o desastre vá agora pôr um fim a esta situação calamitosa. O governo está tentando extinguir o fogo com combustível, e não com água. Na verdade, este é exatamente o mesmo combustível que deu início ao incêndio em Wall Street: dinheiro emprestado.</p>
<p style="text-align: justify; ">A única diferença é que os novos empréstimos não virão do sexto, do sétimo ou do oitavo membro da comunidade religiosa. Eles serão coletados de todos os contribuintes. Isso significaria o fim da separação entre igreja e Estado, sendo que Wall Street se tornaria a religião nacional. </p>
<p style="text-align: justify; ">Os pontos em comum com as outras duas comunidades religiosas já estão desaparecendo. Coisas que na época da tradicionalmente honrada economia de mercado eram consideradas inseparáveis &#8211; como valor e consideração, salário e desempenho, risco e responsabilidade &#8211; estão sendo agora rasgadas em nome do governo. O capitalismo atualmente exibido pelos Estados Unidos é uma versão rota e degradada daquilo que costumava ser. </p>
<p style="text-align: justify; ">As ações dos políticos estão amplificando, em vez de mitigar, os efeitos do fracasso econômico. O capitalismo no estilo norte-americano ainda não morreu, mas está simplesmente preparando o seu próprio falecimento. A história destes dias é a história de uma morte que já foi anunciada. O que nos leva a Miss Marple.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><span style="color: #333333;">Começou um jogo perigoso com o tempo</span></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">A detetive amadora imaginada por Agatha Christie, baseada na avó da escritora, era equipada com algo mais do que apenas um senso de humor e uma compreensão da natureza humana. Ela também tinha experiência em relação a coisas óbvias que ninguém acredita serem possíveis &#8211; até que elas aconteçam. No seu romance de 1950, &#8220;A Murder is Announced&#8221; (&#8220;Convite para um Homicídio&#8221;), Christie olhou para o futuro de maneira cômica.</p>
<p style="text-align: justify; ">A história transcorre mais ou menos assim: certa manhã, os cidadãos leram a seguinte mensagem nos classificados de um jornal local: &#8220;Um assassinato foi anunciado e ocorrerá na sexta-feira, 29 de outubro, em Little Paddocks, às 18h30. Amigos, por favor aceitem isto, a única intimação&#8221;. Na hora designada, metade da vila reuniu-se na casa onde o assassinato supostamente aconteceria. A advertência é tratada como uma piada frívola, que ninguém desejaria rejeitar. Serve-se sherry aos presentes. O grupo é tomado por um pânico coletivo. Exatamente às 18h30, as luzes apagam-se.</p>
<p style="text-align: justify; ">&#8220;Não é maravilhoso?&#8221;, diz uma voz feminina. &#8220;Estou trêmula&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quando as luzes voltam a acender-se &#8211; para a surpresa de todos &#8211; um crime foi cometido. E agora nós, assim como os presentes na sala em Little Paddocks, estamos de pé, sussurrando, tomados pelo medo coletivo, aguardando para ver o que acontecerá a seguir. E ninguém acredita seriamente que um crime de verdade está prestes a ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify; ">&#8220;Todos estavam em silêncio e ninguém se movia. Todos olharam para o relógio&#8230; Quando a última nota terminou, todas as luzes apagaram-se. Murmúrios de alegria e gritinhos femininos de satisfação foram ouvidos no escuro. &#8216;Está começando&#8217;, gritou a senhora Harmon, extasiada&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify; "><span style="color: #333333;"><strong>Um futuro vendido</strong></span></p>
<p style="text-align: justify; ">Quem quer que espere receber um alerta antecipado deveria simplesmente expandir o seu campo de visão enquanto as luzes permanecerem acesas. </p>
<p style="text-align: justify; ">As companhias de cartão de crédito dos Estados Unidos não estão em uma situação significativamente melhor do que os bancos. Elas também venderam o futuro e até mesmo uma parcela do período posterior a ele. </p>
<p style="text-align: justify; ">A indústria automobilística norte-americana também se encontra seriamente combalida e tem dificuldades para estender as suas linhas de crédito no mercado aberto. A indústria perdeu mais de 300 mil empregos desde 1999. Mas qual é o benefício disto se são os gerentes &#8211; e não os trabalhadores &#8211; os culpados pela crise? A enorme conta dos Estados Unidos com a compra de petróleo &#8211; cerca de US$ 500 bilhões (? 345 bilhões) &#8211; é atualmente paga com dinheiro emprestado pela China. A cada dia útil, a dívida externa dos Estados Unidos aumenta em quase US$ 1 bilhão (? 690 milhões). </p>
<p style="text-align: justify; ">Provavelmente a pílula mais amarga de engolir nos Estados Unidos de hoje é o fato de os lares privados não estarem administrando as suas finanças de maneira melhor do que os executivos de corporações. Estes lares vêem o reflexo de suas imagens nos banqueiros de Wall Street, e não uma espécie de figura destorcida de si próprios. &#8220;De fato, não conheço nenhum país no qual o amor pelo dinheiro tenha se estabelecido tão fortemente no sentimento dos homens&#8221;, observou Alexis de Tocqueville 170 anos atrás. </p>
<p style="text-align: justify; ">A conversa há muito necessária entre o governo e os governados ainda não se materializou. Essa teria que ser uma conversa a respeito da relação entre a economia e os valores, sobre a recuperação daquilo que se perdeu, em vez de sobre expansão. A palavra frugalidade &#8211; que desapareceu do vocabulário dos Desinibidos &#8211; deveria ser reintroduzida.</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas não há sinal de que nada disso esteja acontecendo. Os Estados Unidos de hoje são muito estadunidenses para sobreviverem na sua forma atual. Mas os Estados Unidos atuais são também muito orgulhosos para perceberem isto. Os fiéis dificilmente permitiriam que alguém os convertesse. </p>
<p style="text-align: justify; ">Assim, a nossa compreensão dos acontecimentos continua ficando cada vez menos clara. Teve início um jogo perigoso com o tempo.</p>
<p style="text-align: justify; ">&#8220;O ruído de duas balas sacudiu a complacência da sala. Subitamente, o jogo não era mais um jogo. Alguém gritou&#8230; &#8216;Luzes&#8217;. &#8216;Não consegue encontrar um isqueiro?&#8217;&#8230;&#8217;Oh, Archie, quero sair daqui&#8217;&#8221;. </p>
<p style="text-align: justify; "> </p>


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		<title>&#8220;A festa acabou, Wall Street&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 13:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[subprime]]></category>

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		<description><![CDATA[  &#8220;&#8230;Republicanos e democratas incluíram uma série de medidas para proteger o contribuinte e outros mecanismos de fiscalização dos gastos do dinheiro usado no plano. Durante o anúncio do acordo, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que o pacote colocará fim  a &#8216;festa especulativa&#8217; de Wall Street&#8217;&#8230;&#8221; &#8211; Reportagem do Portal Estadão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://www.atrattore.com/image_blog/outubro.png" alt="" width="133" height="89" />&#8220;&#8230;Republicanos e democratas incluíram uma série de medidas para proteger o contribuinte e outros mecanismos de fiscalização dos gastos do dinheiro usado no plano. Durante o anúncio do acordo, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que o pacote colocará fim  a &#8216;festa especulativa&#8217; de Wall Street&#8217;&#8230;&#8221; &#8211; <a href="http://www.estadao.com.br/economia/not_eco250070,0.htm" target="_blank">Reportagem do Portal Estadão</p>
<p></a><span id="more-670"></span><br />
Sérias dúvidas ainda pairam sobre o &#8220;PAC bancário&#8221; americano, eficiência, reais custos e ajuda ao devedor americano comum, aquele que perdeu a casa ou está prestes a entregá-la. Podemos esperar uma semana de alta volatilidade nos mercados, tanto a bolsa quando o câmbio. Hoje, por exemplo, há sinalizadores de permanência da tendência de baixa e regressão à média (ou seja, uma suave tentativa de retorno à patamares anteriores) em ações que, sexta-feira, sofreram com o impacto da especulação cambial (Aracruz e Sadia).</p>
<p>Até sexta-feira, o dólar avançou contra principais  moedas da América Latina durante a sessão de Nova Iorque, incluindo o Real. O Departamento de Comércio Americano revelou que o Produção Doméstica cresceu a uma taxa de 2.8% no período de Abril-Junho. Isto é, inferior ao 3.3% que foi informado mês passado. As estatísticas também mostraram o gasto pessoal avançou a uma taxa de 1.2%  durante o quadrimestre, abaixo dos 1.7 % que foram previstos.</p>


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		<title>Uma Breve História do Crédito Fácil</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 16:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[subprime]]></category>

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		<description><![CDATA[Automóveis em 99 vezes, residências em 250 anos pela Caixa Econômica Sideral, a elevação da disponibilidade do crédito fácil está com seus dias contados, observando atentamento a crise da sede do liberalismo econômico, podemos imaginar, ao contrário que alardeam em tom severo e seguro que estamos blindados, o terremoto abrirá suas fissuras aqui também. Sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.atrattore.com/blog/analise-fundamentalista/uma-breve-historia-do-credito-facil/"><img class="alignleft" src="http://www.atrattore.com/image_blog/credito.png" alt="" width="107" height="83" /></a>Automóveis em 99 vezes, residências em 250 anos pela Caixa Econômica Sideral, a elevação da disponibilidade do crédito fácil está com seus dias contados, observando atentamento a crise da sede do liberalismo econômico, podemos imaginar, ao contrário que alardeam em tom severo e seguro que estamos blindados, o terremoto abrirá suas fissuras aqui também. Sobre a crise de crédito que afeta ou afetará o planeta, um interessante artigo do Wall Street Jornal.</p>
<p><span id="more-617"></span></p>
<blockquote>
<h3>Crédito encolhe no mundo todo</h3>
<p>The Wall Street Journal </p>
<p>O maior aperto de liquidez em décadas chegou a uma intensidade dramática no mundo e já é sentido no Brasil.</p>
<p>O sistema financeiro americano lembra um doente em terapia intensiva. Autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Tesouro identificaram a doença: desalavancagem. Durante a explosão do crédito, de 2002 a 2006, as instituições financeiras e as famílias americanas se endividaram muito acima do ritmo de crescimento econômico. Muitos dos que tomaram dinheiro não podem pagá-lo agora, após o colapso nos preços dos imóveis residenciais.</p>
<p>Pelo menos três coisas precisam ocorrer para pôr fim à desalavancagem. Instituições financeiras precisam dar baixa contábil dos ativos desvalorizados que compraram com dinheiro emprestado, pagar suas dívidas e refazer o capital corroído pelo prejuízo com aqueles ativos.</p>
<p>O processo, porém, se auto-alimenta de forma perversa. A venda de ativos derruba preços, dificultando a operação e causando mais perdas. Com isso, as ações das empresas perdem valor e elas não conseguem levantar mais capital. Como acadêmico, o atual presidente do Fed, Ben Bernanke, apelidou essa auto-alimentação de &#8220;acelerador financeiro&#8221;.</p>
<p>A fuga para ativos mais seguros, como ouro e títulos do Tesouro americano, cujos rendimentos ficaram negativos, não era vista desde a Segunda Guerra Mundial. Empréstimos entre bancos foram completamente suspensos. Dois fundos de curto prazo, considerados tão seguros quanto depósitos à vista, quebraram por terem investido em papéis do Lehman. As bolsas caíram no mundo todo e nem o empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed para a seguradora AIG, anunciado na terça-feira, conteve a aversão ao risco.</p>
<p>No Brasil, a Bovespa caiu 6,74% e o dólar fechou a R$ 1,87, com alta de 2,41%. Além de ter inviabilizado empréstimos sindicalizados, o aperto de liquidez internacional secou linhas de financiamento ao comércio exterior, o que não se verificava no país desde 2002. As linhas que restam são de curto prazo, no máximo 180 dias. O custo dobrou, o que ajuda a alta do dólar. O desmonte de posições de fundos e bancos que precisam de liquidez e perderam dinheiro em outros mercados também tem puxado o dólar contra o real e contribuído para elevar os juros nos mercados futuros. A concordata do Lehman afetou especialmente o mercado a termo de dólares contra reais no exterior, o chamado mercado de &#8220;NDF&#8221; (do inglês &#8220;non-deliverable forward&#8221;).</p></blockquote>


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		<title>Um Desvio do Capitalismo ?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 11:03:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Botti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Fundamentalista]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>

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		<description><![CDATA[Creio que além das óbvias perdas, a crise trás consigo uma excelente possibilidade de reflexão sobre modelos de sistemas de mercado. Linhas de pensamento pós-keynesiano, defensores de Milton Friedman e do capitalismo laissez-faire, nesse momento devem estar pensando o que deu errado. Seria um desvio do capitalismo? Difícil dizer, assim como qualquer teoria &#8220;social&#8221;, sempre haverá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.atrattore.com/blog/analise-fundamentalista/um-desvio-do-capitalismo/"><img class="alignleft" src="http://www.atrattore.com/image_blog/desvio.png" alt="" width="107" height="90" /></a>Creio que além das óbvias perdas, a crise trás consigo uma excelente possibilidade de reflexão sobre modelos de sistemas de mercado. Linhas de pensamento pós-keynesiano, defensores de Milton Friedman e do capitalismo laissez-faire, nesse momento devem estar pensando o que deu errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria um desvio do capitalismo? Difícil dizer, assim como qualquer teoria &#8220;social&#8221;, sempre haverá modificadores complexos que mantém o discurso irrefutável. The New York Times, em um artigo de Nelson Schwartz, correspondente de Paris, abre alguns horizontes sobre o tema. </p>
<p><span id="more-607"></span></p>
<blockquote>
<h3>Os Estados Unidos deixaram de ser o farol mundial do capitalismo de livre mercado, irrestrito?</h3>
<p>Nelson D. Schwartz<br />
Em Paris</p>
<p style="text-align: justify;">Ao oferecer um empréstimo de último minuto de US$ 85 bilhões ao American International Group (AIG), a seguradora em dificuldades, Washington não apenas deu as costas a décadas de retórica sobre as virtudes do livre mercado e os riscos de intervenção do governo, mas também provavelmente minou futuros esforços americanos para promover essas políticas no exterior.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu temo que o governo tenha passado ao ponto sem retorno&#8221;, disse Ron Chernow, um importante historiador financeiro americano. &#8220;Nós temos a ironia de um governo de livre mercado fazendo coisas que o governo democrata mais liberal nunca faria nem mesmo nos seus sonhos mais insanos.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">O pacote de socorro ao AIG, além do apoio anterior do governo ao Bear Stearns, Fannie Mae e Freddie Mac, espantou até mesmo os autores de políticas europeus, acostumados a intervenções do governo &#8211; apesar de reconhecerem o choque do colapso do Lehman Brothers, onde Washington optou por não intervir.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para os oponentes do livre mercado na Europa e em outros lugares, esta é uma oportunidade maravilhosa de citar um exemplo americano&#8221;, disse Mario Monti, o ex-chefe antitruste da Comissão Européia. &#8220;Eles dirão que até mesmo o porta-estandarte da economia de mercado, os Estados Unidos, nega seus princípios fundamentais em seu comportamento.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Monti disse que crises financeiras anteriores na Ásia, Rússia e México obrigaram governos a intervir, &#8220;mas esta é a primeira vez no coração do capitalismo, o que é enormemente mais prejudicial em termos de credibilidade da economia de mercado&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na França, onde o governo há muito apóia a criação de &#8220;campeões nacionais&#8221; e trabalha ativamente para proteger empresas seletas da ameaça de tomada estrangeira, os políticos foram rápidos em apontar o paradoxo daquela que é basicamente a nacionalização da maior seguradora americana.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Hoje, as ações dos autores de políticas americanos ilustram a necessidade de patriotismo econômico&#8221;, disse Bernard Carayon, um legislador do partido de centro-direita UMP, do presidente Nicolas Sarkozy. &#8220;Eu os parabenizo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Para os &#8220;pregadores do mercado esta é uma lição dolorosa&#8221;, ele acrescentou.</p>
<p style="text-align: justify;">As economias nacionais estão entrando em &#8220;uma era de maior regulação e de maior mistura entre o setor público e privado&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em partes da Ásia, os socorros trouxeram lembranças amargas da abordagem diferente adotada pelos Estados Unidos e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a crise econômica ocorrida lá, há uma década.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o FMI ofereceu US$ 20 bilhões para ajudar a Coréia do Sul a sobreviver à crise financeira asiática no final dos anos 90, uma das condições impostas foi a de que o governo sul-coreano deixasse os bancos e empresas em dificuldades falirem em vez de socorrê-los, lembrou Yung-chul Park, professor de economia da Universidade da Coréia, em Seul, que esteve profundamente envolvido nas negociações com o FMI.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de Park dizer que a atual crise é diferente &#8211; é global em vez de restrita a uma região como a Ásia &#8211; &#8220;Washington está seguindo um roteiro diferente desta vez&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu entendo por que o fizeram&#8221;, ele acrescentou. &#8220;Mas eles perderam uma certa credibilidade para pressionar pela abertura de mercados no exterior para a concorrência estrangeira e pela liberalização das economias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">As ramificações do socorro ao AIG também serão sentidas por anos dentro dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">O AIG era um tipo diferente de empresa que a Fannie Mae ou Freddie Mac, que contavam com uma linha de crédito garantida pelo governo, na condição de fornecedores de financiamento hipotecário, ou o Bear Stearns, que era regulado pelo governo federal.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Esta era uma seguradora que não contava com regulação federal&#8221;, disse Gary Gensler, que serviu como alto funcionário do Departamento do Tesouro durante o governo Clinton. Nem o AIG contava com acesso aos fundos do Federal Reserve (o banco central americano) ou ao seguro de depósitos, como um banco comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Nós estamos em um novo território&#8221;, acrescentou Gensler. &#8220;Esta é uma mudança de paradigma.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">O AIG também está em uma liga diferente por causa da amplitude de seus negócios e suas extensas operações no exterior, especialmente na Ásia.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ele caiu em uma espécie de lacuna regulatória sob as regras atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da empresa, com sede em Nova York, ser mais conhecida pela venda de produtos convencionais como apólices de seguro e planos de previdência privada supervisionados pelos reguladores nos Estados Unidos, ela também está profundamente envolvida no mercado opaco e de risco de derivativos e outros instrumentos financeiros complicados, que operam em grande parte fora da regulação.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da ameaça às apólices de milhões de consumidores comuns, foi a ameaça representada por estes instrumentos financeiros arcanos que levou Washington a socorrer o AIG.</p>
<p style="text-align: justify;">Até agora, o resgate não fortaleceu os mercados. &#8220;É pura gestão de crise&#8221;, disse Chernow. &#8220;São o Tesouro e o Federal Reserve avançando de uma crise a outra sem uma declaração clara sobre como os fracassos financeiros serão tratados no futuro. Eles têm medo de articular uma política dessas. A rede de segurança que estão abrindo parece crescer a cada dia, sem um fim à vista.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Tradução: George El Khouri Andolfato</p>
</blockquote>


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