Euro, 10 anos !

janeiro 5, 2009 | por Fernando Botti |

euro10Com a adesão, em primeiro de janeiro, da Eslováquia, o Euro, a moeda única européia, circula agora em 16 países da União Européia (UE), área com 329 milhões de habitantes que detêm 16,5% da riqueza mundial. 

No início de 2010 será adotada na Lituânia e, na sequência, na Letônia, Hungria e Polônia. A República Checa, que neste ano ocupa a presidência da UE, curiosamente ainda não usa o euro, mas aderirá, assim como a Romênia, Bulgária e Estônia. 

A despeito das críticas que marcaram a sua criação e das muitas que ainda recebe, a moeda europeia provou ser um poderoso fator positivo na longamente buscada unificação do continente – tanto quanto a criação, ao longo dos anos 50, do Mercado Comum Europeu e, certamente, mais do que os muitos tratados políticos e diplomáticos formalizados entre países até meados do século 20. 

A estabilidade diante das moedas nacionais de fora de sua zona aparece, comprovadamente, como a grande força do euro, mais uma vez colocada em teste ao longo de 2008. Na enorme turbulência financeira que marcou principalmente o segundo semestre do ano terminado, o euro, segundo levantamento feito pelo Banco da Inglaterra, valorizou0se 12% em comparação a uma cesta das 14 divisas mais importantes.  

Como a Inglaterra é a única grande potência europeia que se apega à libra esterlina – tanto quanto se apega à rainha -, a garantia de estabilidade que o euro tem oferecido pode despertar second thoughts em muitos nativos da ilha.

Mas muito comentários na imprensa europeia apontam, ao lago dos benefícios que a moeda trouxe para a integração continental, os problemas que, em parte, podem ser atribuídos à unificação monetária. Entre eles, os principais têm sido o encarecimento do custo de vida – muito grave para alguns dos países afetados -, as maiores dificuldades para se controlar a inflação e a relativa perda de competitividade da economia europeia. 

Esses problemas, que de certa forma impõem aos governos europeus a adoção de políticas protecionistas que talvez não agradem como estratégias de longo prazo, são consideradas, em geral, como decorrentes da ausência de coordenação entre políticas econômicas nacionais. O que levou  a própria Comissão Europeia a reconhecer, em comunicado oficial, que “é preciso aprofundar a supervisão econômica, corrigindo as divergências em temas como crescimento, inflação e competitividade”.

Adaptação e Fonte: Agência Estado 

O que mais você precisa saber:

  1. Um Comentário sobre “Euro, 10 anos !”


  2. Por Alexandre Matias em jan 9, 2009 | Resposta

    Feliz aniversário, que muitos pips venham para nós !

    :)

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