Forex e a Cartilha da CVM
agosto 21, 2009 | por Fernando Botti |
Não é de hoje que a CVM tem arrepios quando se fala em Forex, a falta de legislação definitiva, a proteção ao mercado local e uns e outros golpes em nome desse mercado criam uma ambiente de desinformação, rumores e temor por parte dos não-iniciados e curiosos.
Para tentar mitigar essa zona nebulosa, a CVM publicou em seu site uma pequena cartilha de 13 páginas contendo informações de extrema relevância e seu posicionamento diante desse mercado. Há, evidentemente, um viés para um sentimento de “mercado muito perigoso” e uma definição ainda não muito esclarecida sobre Forex ser um mercado de “derivativos”, um conceito de possível controvérsia.
[ Baixe a Cartilha da CVM aqui ]
Há outras definições nebulosas como “…O FOREX é um mercado “virtual” e, portanto, não tem uma sede estruturada fisicamente em nenhuma parte do mundo – é justamente essa “informalidade” que pode representar riscos para o investidor…”
Creio que uma definição mais razoável seria afirmar que o Forex não é um mercado centralizado, como as Bolsas de Valores, e sim um tipo de negociação “cara-a-cara” com o mercado, onde plataformas disponível por brokers (assim como Bolsas de Valores) exibem em tempo real as relações entre os ativos.
A definição como um “Mercado virtual” podemos aplicar também os homebrokers nacionais, onde não se tem contato com o ativo-objeto, apenas sua referência digital. Assim como as Bolsas, é necessário contratar os serviços de um Broker (corretora) para se realizar a negociação no mercado Forex, não se trata de uma “Nomanlands“.
Sobre o Forex ser arriscado, um dos tópicos: “…O uso da margem, por outro lado, acaba aumentando o risco de prejuízo, em termos percentuais…embora as moedas não apresentem grande variação diária, a alavancagem permitida pelo mercado pode transformar uma pequena oscilação negativa em um grande prejuízo para o investidor, envolvendo inclusive o total aplicado…”
Interessante essa afirmação, podemos rapidamente lembrar que existem aplicações no mercado nacional (opções, mercado a termo, índices BM&F, etc) que além de ser possível perder o total aplicado, também é completamente possível ficar devendo, o que não ocorre no Forex pelo seu controle corriqueiro de fechamento de ordem quando há chamada da margem (não seria um bom exemplo ?)
De qualquer forma o documento tem como objetivo ressaltar que ainda não é permitido oferecer ou intermediar Forex no Brasil (como um agente autônomo), porém não é proibido investir por interesse próprio.
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7 Comentários sobre “Forex e a Cartilha da CVM”
Por Wagner Dantas em ago 22, 2009 | Resposta
http://www.wdantas.com.brFernando boa noite!
Concordo com você! Uma apostila feita pela CVM deveria tomara cuidado ao esclarecer o investidor. Fala do FOREX e esquece do INDFUT como se esse não permitisse a alavancagem! Coisas de Brasil….
Por Fernando Botti em ago 24, 2009 | Resposta
http://www.atrattore.comOlá Wagner,
Certamente, creio que houve uma prerrogativa de tratamento por parte da CVM que visou afastar os curiosos pelo medo. Apesar que eu acredito mais na educação transparente sobre o assunto para que cada um decida por si.
Abraços,
Botti
Por ForexPros em ago 30, 2009 | Resposta
http://www.forexpros.com.ptEu gostaria de contatá-lo a respeito de ferramentas gratuitas que posso oferecer para o seu blog.
Por favor, mande-me um email e eu responderei com uma proposta detalhada.
Por Cesar Poli em set 20, 2009 | Resposta
Botti,
Nós sabemos que o mercado Forex não se trata de derivativo como a CVM “classfica”. Isso realmente dificulta o entendimento da grande maioria de pessoas interessadas em diversificar investimentos.
ABS
Por Fernando Botti em set 20, 2009 | Resposta
http://www.atrattore.comForexPros,
Estamos avaliando as ferramentas,
obrigado.
Abraços,
Fernando Botti
Por Fernando Botti em set 20, 2009 | Resposta
http://www.atrattore.comOlá Cesar,
Tem razão. Vide as negociações corriqueiras que temos aqui mesmo no Brasil (BRL/USD – Real x Dolar) que não é considerado um derivativo.
Obrigado pela colaboração.
Abraços,
Botti