Paul Krugman comenta sobre a Guerra Cambial

outubro 4, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Artigo interessante de Paul Krugman no NY Times sobre os desdobramentos da guerra cambial promovida entre muitos países.

I’ve seen a number of people — most recently, Yglesias — suggesting that mutual attempts by major economies to depreciate their currencies could be really helpful right now. The intuition seems clear: it gets countries printing money; and there’s also the historical argument by Eichengreen that competitive devaluation in the 1930s was actually quite helpful.

But I don’t think this argument really works — at least not as phrased. The hypothesized currency war in which the Fed buys euros and the ECB buys dollars might not do any harm, but it probably wouldn’t help, either.
Why? In the 1930s, competitive devaluation mattered largely because a number of countries were still on the gold standard, and were keeping interest rates well above the zero lower bound in an attempt to preserve their gold reserves. Devaluation relaxed this constraint by making the gold worth more in domestic currency, and hence was expansionary.

Today there’s nothing like that, and rates are pretty much at zero. And in that case, it’s hard to see what mutual intervention accomplishes. Suppose the Fed buys a bunch of euros, and the ECB a bunch of dollars. Suppose also that they do the usual thing and hold the newly acquired reserves in short-term debt — Treasury bills. Then the net effect is just as if each central bank had done a conventional open-market operation in its own T-bills.

And the whole point of the liquidity trap literature is that such conventional open-market operations have no effect — they just swap one zero-rate asset, monetary base, for another, short-term government debt. So the currency interventions accomplish nothing.

It would be different if the central banks acquired long-term assets instead; then we’re talking about quantitative easing through the back door. But I see no reason to believe that central banks reluctant to buy domestic long-term debt will be more willing to buy foreign long-term debt.

So a wave of mutual currency purchases would be harmless but also pointless.

Frase do Dia

outubro 4, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Se a eleição fosse Bolsa, Marina: ações que mais valorizaram, Serra: Sobrevida, quase um circuit break e Dilma: preço-alvo não atingido.

Investimetria evoluindo…

setembro 19, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Estamos promovendo algumas atualizações aqui no Investimetria, entre elas nosso perfil no twitter, com uma imagem que possibilite uma identificação mais fácil que a anterior. Não deixe de nos seguir, iremos iniciar sorteios de livros e cursos de Bovespa e Forex.

@investimetria – siga a tendência

Países promovem ‘guerra de moedas’

setembro 19, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Uma reportagem muito interessante sobre o uso do Forex como arma econômica, escrita por Jamil Chade no “O Estado de S. Paulo”, reproduzo abaixo:

GENEBRA – Dois anos após a quebra do banco Lehman Brothers, economistas, a ONU e até governos dizem que o mundo dá sinais de ir na mesma direção da “guerra das moedas” iniciada em 1931, após a quebra da Bolsa de Nova York. Naquele ano, o banco central inglês desvalorizou a libra esterlina em 24%, medida seguida por vários países. Os Estados Unidos acabariam tomando o mesmo caminho em 1933.

Ao desvalorizar suas moedas – ou pelo menos impedir sua valorização -, governos tentam proteger suas indústrias nacionais e garantir renda com as exportações. Na prática, exportam suas crises a seus vizinhos.

Um relatório da ONU constatou, porém, que o mais preocupante é que não existe nenhuma lei ou mecanismo nos organismos internacionais que impeçam países de usar a moeda para uma “desvalorização competitiva”. Para tornar a situação mais complexa, países que raramente intervêm no cambio e defendem a flutuação de moedas mudaram radicalmente a postura.

Leia este texto completo »

Encontro de Extremos – Iene Fora de Controle

setembro 15, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Surpresas no maior mercado do planeta. Iene batia recordes em valorização, dia após dia (atenção, o gráfico é de USD/JPY, ou seja, uma leitura simples seria: 1 USD equivale a 82 JPY), tudo dentro das normas axiomáticas de volatilidades padrões, das variáveis dos mercados eficientes. Porém a natureza é selvagem.

Não estimei, mas é intuitivo o surgimento de um comportamento anômalo (na verdade um comportamento esperado se considerarmos o mercado semelhante a um sistema de placas tectônicas de energia acumulada). Um pequeno terremoto, volatilidade extrema em um intervalo de tempo muito curto, pegando de surpresas os traders com estratégias mais curtas.

Motivos fundamentalistas?  Políticos ? Humanos ? Intervenção do BOJ ? Não importa. Essas estruturas são dinamicamente instáveis e complexas, e devem ser encaradas como inerentes à variação das séries temporais de quaisquer ativos com livre negociação de preços. Cisnes negros e cinzas alçaram vôo na Terra do Sol Nascente !

Automated Trading Championship 2010

setembro 14, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Faz algum tempo que não escrevo algo sobre os campeonatos de algoritmos, um dos principais é o promovido pela MetaQuotes, que anunciou que o Automated Trading Championship será realizado este ano – em 2010. O principal objetivo da competição é promover o conceito da negociação automática e o novo ambiente de desenvolvimento MetaQuotes Linguagem 5 (MQL5). O prêmio total do Automated Trading Championship é de 80.000 dólares. Nada mal.

No site oficial da ATC, será publicado detalhes de todos os seus participantes. Qualquer pessoa pode visitar este site para ver a dinâmica de negociação de qualquer Expert Advisor e suas características. Também irão publicar semanalmente relatórios estatísticos, entrevistas com os participantes e os artigos interessante. Estes materiais são destinados a mostrar toda a informação sobre o desempenho dos sistemas de negociação automatizados e ajudar os investidores a desenvolver seus próprios Expert Advisors.

Tenho a impressão que esse campeonato não terá tanto sucesso quantos os anteriores, principalmente pela radical alteração realizada na linguagem MQL que ainda não foi completamente absorvida pelos investidores/programadores. Há uma certa instabilidade na plataforma e na linguagem e poucos brokers de peso aderiram. Ainda não comentei sobre o novo MetaTrader, mas adiantando um futuro artigo, senti que agregaram funcionalidades e layout com o objetivo de melhorar a popularização da ferramenta, mas creio que exageram em alguns pontos e suprimiram outros.

Mais detalhes visite o site: http://championship.mql5.com/2010/en/

Poucos e Vastos Movimentos no Ibovespa

setembro 9, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Observamos acima os dois maiores ativos do índice Bovespa, VALE5 e PETR4. Correlação baixa (ótimo para diversificação) porém é sistemático desde início de junho a presença de poucos e concentrados movimentos  em detrimento à tendências bem definidas. Na percepção do investidor de curto prazo e de estratégias trend-followers um mercado extremamente complicado.

Esse comportamento não é novo. Apenas evidencia de forma mais clara que as concentrações de volatilidade que determinam, no final da contas, as tendências principais. E esta análise é persistente com quaisquer janelas de tempo de observação (intraday, semanal, mensal, etc)  mantendo vivo um artigo que escrevi em 2009 : 10 dias que abalaram o ibovespa.

Frigir dos ovos, qual a filosofia de estratégias que devemos seguir nesses momentos ? Muitas vezes, sem as ferramentas adequadas, o melhor trade é nenhum trade.

Futuro e os Investidores de Silício

setembro 3, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Certamente o desenvolvimento de inteligências artificiais específicas e arrojadas avança de forma invisível ao público e à ciência coletiva. Apenas pequenas demonstrações de humanóides que mimetizam comportamentos como correr, subir escadas ou tocar violinos, computadores que simulam humanos em chats e pilotos automáticos de automóveis e outros veículos, essa realidade é distante e retrógrada do que supostamente observaríamos no interior de algumas corporações financeiras.

A motivação e necessidade é a verdadeira força motriz para avanços tecnológicos, Asimov ficaria surpreso hoje ao ver que o seu “cérebro positrônico” não está dentro de invólucros de metal ambulantes, falantes e serviçais e sim em supercomputadores, com estratégias agressivas, determinando o presente e o futuro das movimentações financeiras mundiais.

O intermediador humano, o operador de mesa, o analista financeiro são papéis que pouco a pouco desaparecerão se não obtiverem auxílio de ferramentas de apoio a decisão amparados em algoritmos, a decisão puramente humana, emocional, cederá lugar à mente estatística do trader de silício, dos algoritmos científico-financeiros, que correlacionarão mercados mundiais instantaneamente, integrarão, avaliarão a presença da aleatoriedade e do caos e por fim negociarão, lenta ou rapidamente, dependendo da estratégia e do interesse da instituição, conectados e presentes na financial-cloud, com uma margem de segurança nunca antes atingida.

Traders eletrônicos sofisticados obviamente serão tecnologias de poucos, como armas nucleares restritas, já podemos observar artigos sugestivos sobre os avanços nessa área, incompletos, em uma junção previsível entre academia e instituições financeiras de grande porte, publicações que visam demonstrar avanço e poderio bélico, já presentes em mais de 50% do volume negociado em alguns mercados.

A complexidade e o avanço da inteligência artificial, mesmo que restrita à área financeira atingirá patamares similares às previsões dos escritores de ficção científica ? Haverá leis subjacentes que suportarão todo caos oriundo do universo do mercado ?