Futuros Flertando com Máximas

agosto 5, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Os Índices Futuros, presente nos mercado ao redor do mundo, carregam implicitamente uma sorridente auto-propaganda: a promessa do futuro. Uma espetacular ferramenta de proteção de carteira, também utilizada para operações especulativas, e com sua elevada liquidez, tornam esses ativos muito atraentes para o trading quantitativo.

Aqui no Brasil a liquidez está concentrada nos futuros do índice Bovespa (principalmente o mini contrato, com 5x maior liquidez que o contrato cheio) e nos contratos de dólar.

Após 20 de julho, observamos fortes indicações estatísticas para um cenário de tendências definidas, nos aproximando dos patamares de abril, 69 mil pontos, o tão famoso flerte com as máximas, que pode indicar…absolutamente….nada !  Há muitas estratégias reversionistas que optam pelo risco de antever realizações e se posicionam de forma contrária as tendências principais, dependendo do volume das posições podemos testemunhar a execução de uma professia auto-realizável.

A expressão foi cunhada pelo sociólogo Robert K. Merton, que elaborou o conceito no seu livro Social Theory and Social Structure, publicado em 1949. Merton estudou a corrida aos bancos, verificando que, quando se difunde o boato de que um banco está em dificuldades, os correntistas apressam-se em retirar os valores ali depositados e liquidar outros negócios, de modo que o banco acaba mesmo falindo.

Mas o futuro e seus pretensos (exterminadores e lucrativos) índices não se redem facilmente à uma compreensão simplista de seu modus operandi.

Explosões Solares e Bolsa de Valores

julho 15, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Artigo muito interessante que saiu no site da Agência Fapesp, sobre estudos envolvendo o caos e suas áreas de influência, reprodução logo abaixo:

Por Fabio Reynol da Agência FAPESP – Estudos sobre manchas solares, fisiologia respiratória, operações financeiras, meteorologia e outras áreas tão diversas como essas poderão se beneficiar de uma pesquisa publicada no periódico Physical Review Letters.

O trabalho foi feito por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), em cooperação com colegas das universidades japonesas de Kyoto e de Hokkaido. Por meio de simulações numéricas, o grupo analisou a intermitência espaço-temporal, um fenômeno encontrado em fluidos, plasmas, óptica, reações químicas e biomedicina. A demonstração da dualidade da sincronização de amplitude-fase feita pelo grupo pode ser aplicada em ciclos solares, variabilidades climáticas, plasmas de fusão termonuclear controlada, ritmos cardíacos e respiratórios, sinais sísmicos e frentes de ionização no Universo, entre outros exemplos.

A intermitência é caracterizada por uma série temporal que exibe períodos laminares que, por sua vez, são intercalados por surtos de flutuações de grandes amplitudes. Já na chamada intermitência espaço-temporal, o sistema apresenta um comportamento caótico no tempo e também no espaço. O grupo foi liderado pelo físico espacial Abraham Chian, do Inpe, e investigou o mecanismo físico da intermitência do tipo on-off na transição do caos temporal para o caos espaço-temporal, com base na simulação numérica de um modelo não-linear de ondas longas. Esse modelo matemático pode ser utilizado para descrever fenômenos como a evolução da onda de deriva em plasmas ou de um tsunami em um oceano.

“O avanço significativo é a demonstração da dualidade da sincronização de amplitude-fase das flutuações, o que pode ser aplicado em muitos problemas de sistemas complexos como, por exemplo, o funcionamento do coração ou flutuações da bolsa de valores”, disse Chian à Agência FAPESP. O trabalho contou com o apoio da FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular coordenado por Erico Rempel, professor do ITA, e de Bolsa de Pós-Doutorado para Rodrigo Miranda, do ITA. Yoshitaka Saiki, das universidades de Kyoto e Hokkaido, esteve no Brasil em 2006 com apoio da FAPESP.

Os três também assinam o artigo publicado na edição de 25 de junho da Physical Review Letters. O grupo também teve a participação de Michio Yamada, professor da Universidade de Kyoto, conhecido por ter desenvolvido o modelo GOY (Gledzer-Ohkitani-Yamada) de turbulência em fluidos. O estudo promoveu também avanços metodológicos. Os pesquisadores lançaram mão tanto da representação de Fourier como a de Lyapunov para calcular as entropias espectrais de potência e de fase, bem como as médias temporais dos espectros de potência e de fase.

Segundo Chian, a metodologia desenvolvida durante o trabalho poderá ser aplicada na resolução de uma grande variedade de problemas em sistemas físicos, biológicos, químicos e tecnológicos. Problemas no ritmo cardíaco e crises nas bolsas de valores são exemplos de instabilidades nesses sistemas. “Quando essa instabilidade evolui para um sistema não linear, esse fenômeno caótico que analisamos aparece”, disse.

A pesquisa focou nesse ponto de transição entre o período de fluxo laminar e o turbulento. O fato de o estudo poder ser aplicado também na análise de imagens implica que poderá auxiliar estudos de manchas solares. Chamadas de regiões solares ativas, essas manchas apresentam comportamento turbulento enquanto as regiões à sua volta atuam de maneira laminar. “Nosso trabalho poderá ajudar a entender a diferenciação das regiões solares ativas”, disse Chian.

Entender a transição de sistemas laminares para sistemas turbulentos pode ajudar também nas investigações sobre o clima, como a formação de fenômenos meteorológicos como furacões e tornados. A investigação atual está relacionada a outro trabalho publicado anteriormente também na Physical Review Letters. Na época, o grupo de Chian caracterizou uma nova estrutura chamada de “selas caóticas” que ajudam a prever o comportamento de um sistema caótico e a controlar caos e turbulência em sistemas complexos.

O nome foi inspirado nas selas de montaria devido a uma característica dessas estruturas: elas são estáveis em uma direção e apresentam instabilidade nas direções transversais a essa.

Saiba mais: http://www.agencia.fapesp.br/materia/12467/sincronizacao-no-caos.htm

Exclusivo : Estratégia Secreta dos Analistas Financeiros

julho 15, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Benoit Mandelbrot: Fractais e a Arte da Complexidade

julho 10, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Lendário matemático Benoit Mandelbrot desenvolve um tema discutido pela primeira vez em 1984 – a extrema complexidade da natureza e da maneira que a matemática fractal pode encontrar ordem dentro dos padrões que parecem extremamente complicados. (Legendas em inglês)

Investimentos e a Copa do Mundo

julho 10, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Em um interessante artigo na Financial Times, Simon Kuper afirma que quando um país recebe o mundial, os ganhos não cobrem os gastos com estádios. Mas o grau de felicidade da população aumenta. E isso também pode ser medido em números.

Segue a reprodução do artigo:

No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: “A grana está vindo!” Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do Mundo, políticos tecem loas à “bonança econômica”. Falam das hordas de turistas prontos para gastar os tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.

Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.

Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade – pagos por universidades para escrever sobre o que realmente acreditam – pensa o inverso. E faz as perguntas que os promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos trabalhadores experientes? E tem mais.

Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência. Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem.

O preço da felicidade

Se o público do futebol crescer após 2014, porém, isso não vai significar um impulso na economia. Só uma transferência da riqueza brasileira como um todo para o futebol brasileiro. Mas o país ganha um belo extra: felicidade. O economista britânico Stefan Szymanski e seu colega Georgios Kavetsos pesquisaram dados de felicidade da população na Europa Ocidental entre 1974 e 2004, com questionários que buscam tabular isso em números, e descobriram que, depois que um país recebe um torneio como o mundial ou a Eurocopa, seus habitantes se declaram mais felizes.

O salto de felicidade é grande. O europeu médio reporta um grau de felicidade duas vezes maior por seu país ter sediado uma grande competição do que por ter feito curso superior. Para ter o mesmo impulso no grau de felicidade, só se a pessoa recebesse um grande aumento de salário. E esse ganho persiste: 4 anos depois de uma copa, cada grupo de indivíduos pesquisados estava mais feliz do que antes do torneio.

A razão disso, ao que parece, é que sediar um mundial faz com que os habitantes sintam-se mais conectados uns aos outros. Uma copa faz isso mais do que qualquer outro projeto que possa existir nas sociedades modernas. Além disso, a nação anfitriã provavelmente ganha em autoestima pelo fato de ter organizado o torneio.

Dá para argumentar que o Brasil tem coisas mais urgentes. Da mesma forma que os sul-africanos, os brasileiros podem perguntar quantas casas ganhariam sa-neamento básico com o dinheiro público que irá para a construção de estádios. E serão R$ 5 bilhões, quase 3 vezes mais do que o previsto em 2007, quando o Brasil ganhou a disputa para virar sede.

O mais importante, porém, é entender qual é o propósito de uma copa. Se é para a felicidade geral da nação, faz sentido, sim, organizar a maior festa do mundo (e ninguém é melhor nesse quesito do que vocês, brasileiros). Só não esperem ganhar dinheiro com essa festa.

De Volta Para o Caos…!

julho 7, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Fui informado por fontes independentes sobre a data de hoje, um “Back to the Future” Day. A data do “futuro” que Marty McFly e Dr. Emmett Brown são projetados no DeLorean DMC-12, uma máquina do tempo equipada com o “Capacitor de Fluxo”, no segundo filme da saga.

Até hoje observamos reflexos da influência desses filmes em algumas manifestações artísticas, outros livros de ficção e contos…mas o que houve ? Onde está a utopia tecnológica prometida ? Tão difícil como prever o amanhã…é imaginar o futuro viável ! Contínuos efeitos borboletas ocorrendo todos os dias impedem que qualquer previsão mais longínqua não passe de pura e as vezes esperançosas especulações.

Atualização: Aparentemente se trata de um hoax, uma edição, uma brincadeira entre amigos e a explosão exponencial na internet, na verdade o futuro de Back to the Future II é um 2015. Esse evento não deixa de ter um dedo do caos, formação e declínio de atratores culturais.

Forex em Terras Portuguesas

julho 1, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Assim como o Brasil, em Portugal aumenta a procura pelo mercado de câmbio, alta alavancagem e promessas de ganho fácil atrai incautos e extermina os aventureiros, porém o potencial é gigantesco se a prudência, estudo e tecnologia estiverem a favor.

Frase da Semana e Adeus ao Mestre

junho 19, 2010 | Publicado por Fernando Botti |

Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.


José Saramago (1922-2010)
Escritor Português